Segunda-feira, 9 de Abril de 2007
E esta hein?!

 

 

Um muito obrigado à Professora Alcina Costa por todo o incentivo e colaboração incansável que nos prestou ao longo de várias semanas.

Agradecemos ainda ao Professor André Barcelos por todo o apoio técnico que nos prestou com uma grande disponibilidade e prontidão.

Obrigado aos dois pela paciência que tiveram com o grupo (e acreditem que não foi pouca!!!)!

Contámos também com a ajuda do Professor José Couto que nos deu uma ajuda na elaboração do blog.

 


sinto-me: Orgulhosos!

publicado por Queiriga às 12:44
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007
O pouco que se sabe acerca do Mestre Gil...

São escassos e por vezes ambíguos os dados biográficos acerca de Gil Vicente, nomeadamente quanto à sua data de nascimento e à sua filiação. No entento, muitos historiadores pensam que terá nascido em Guimarães por volta do ano 1465.

Gil Vicente ficou na hostória por ter sido o fundador do teatro português, considerado igualmente um dos nossos maiores dramaturgos. Sabe-se que Gil Vicente, já em 1520, estava incumbido pelo rei D. Manuel I de escrever, organizar e ensaiar os autos para a corte. No entanto não pôde, enquanto vivo (terá morrido por volta de 1540), compilar todas as suas peças. Em 1562 é publicada a sua obra ( que ultrapassa 40 peças).

Gil Vicente viveu, portanto, entre o fim da Idade Média e o começo do Renascimento; por isso a sua obra reflecte valores sociais, religiosos e culturais muito diversificados. É como poeta lírico e dramático e como crítico possuidor de um espírito reformador e satírico, observando a sociedade e o comportamento dos típicos grupos humanos, que Gil Vicente tem mantido bastante da sua actualidade.
As suas principais obras são: Auto da Índia, 1509; O Velho da Horta, 1512; Quem tem Farelos?, 1515; Auto da Barca do Inferno, 1517; Auto da Alma e Auto da Barca do Purgatório, 1518; Auto da Feira, 1526; Farsa de Inês Pereira, 1527; Breve Sumário da História de Deus, 1527.
Acedido em 10 de Fevereiro de 2007
http://www.edusurfa.pt/area.asp?seccao=4&area=2&artigoid=3169&tipo=1


publicado por Queiriga às 11:50
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Domingo, 4 de Março de 2007
À Índia com o Mestre Gil...

 

 Fontes de informação...

- SARAIVA, José Hermano, História Concisa de Portugal, Publicações Europa-América
- Diciopédia 2007, Porto editora
- A Grande Música Passo a Passo, Música do Renascimento, Deutsche Grammaphon
- Acedido em 17 de Fevereiro de 2007, http://nonio.eses.pt/gama/

música: Música do Renascimento

publicado por Queiriga às 22:03
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007
Clica para ver ao pormenor...


sinto-me:

publicado por Queiriga às 14:37
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Quinta-feira, 1 de Março de 2007
Conversas Vicentinas...
5 em linha: Estamos a preparar um blog sobre Gil Vicente e, para ficarmos a par da sua vida, nada melhor do que entrevistar o próprio, em pessoa.
Diga-nos: afinal qual era sua verdadeira profissão?
Gil Vicente: Pelos vistos isso é um assunto que continua a intrigar os meus estudiosos. Na altura não havia registos de nada, nem contratos entre empregador e empregado… era tudo sem burocracias, muito “simplex”… Muito se tem especulado sobre o meu verdadeiro ofício, eu sei, se fui o famoso ourives, se não fui. O que posso garantir é que fui “organizador encartado dos espectáculos palacianos”, (nascimentos, casamentos, chegadas e partidas de reis…) um funcionário real, ou como se diria hoje, um funcionário público. Os meus autos nasceram dessas festividades.    
5 L: Era um tudo em um, portanto.
G. V.: Pode dizer-se que sim. Eu era o autor das peças, o encenador e actor. Tudo ao mesmo tempo, como, aliás, aconteceu com outros autores de teatro, por exemplo Molière e Shakespeare.
5 L: Alguns estudiosos afirmam que o Mestre Gil é, acima de tudo, um poeta popular. Concorda?
G. V.: Sim, é verdade que me identifico com o povo. Alguns estudiosos já verificaram que o meu nome é de origem popular ou burguesa. Atrai-me o espírito crítico e realista de burguesia, a alegria e boa disposição do povo. Tentei transportar isso para os meus actos.
5 L: Nas suas obras há uma forte crítica social, até mesmo ao clero, o que na altura era um atrevimento. Como é que não foi perseguido pela Inquisição?
G. V.: Como já disse, eu era funcionário real, gozei, portanto, dessa protecção, particularmente da rainha D. Leonor, com quem tinha uma relação muito próxima. Lembre-se que até representei o meu primeiro auto Auto da Visitação, ou Monólogo do Vaqueiro, na sua câmara, nos seus aposentos pessoais. Mesmo assim, no final da minha vida ainda tive alguns problemas com a Inquisição, que proibiu as últimas peças.
5 L: A máxima “Ridendo castigat mores” era mesmo o seu lema?
G. V.: Sim, acredito que a rir se corrigem os costumes. Podemos fazer as piores críticas, mas se o fizermos a rir, ninguém leva a mal. Ridicularizando pessoas, situações, costumes, podemos levar a um aperfeiçoamento da sociedade. Por isso, através do cómico as minhas peças tinham uma função não apenas lúdica, mas, sobretudo, uma função pedagógica.
5 L: O Auto da Índia, a obra que escolhemos para tema do nosso trabalho, é visto como o contraponto da exaltação dos Descobrimentos. Como é que na altura teve essa visão?
G. V.: Essa peça foi representada em Almada à rainha D. Leonor, em 1509. De facto, nessa altura estava-se no ponto alto do Império e eu gozo com isso. Há um marido que embarcou na carreira da Índia “ao cheiro da canela”, à procura de fortuna, mas regressa sem nada e ainda por cima a sua mulher divertiu-se com outros na sua ausência. Eu era uma pessoa atenta, observava a sociedade à minha volta. Não era difícil antecipar onde iria levar a atitude de preguiça e de desejo de enriquecimento fácil que se instalou em Portugal, o que levaria à nossa decadência.
5 L: Qual a sua opinião sobre o humor que se faz hoje em Portugal?
G.V.: Estou muito satisfeito, tem vindo a evoluir de uma forma… soberba nestes últimos anos! As pessoas já se riem com mais facilidade, já não levam a mal as piadinhas que lhes são dirigidas, estão a aprender a rirem-se de si próprios, o que é bestial! Gosto muito de ver esses programas, tanto os novos que apareceram ainda há pouco tempo como os que já são de certa forma tradicionais, como o Contra-Informação. Os bonecos até fazem lembrar o meu cómico de carácter – só por si já provocam o riso. Identifico-me muito com os rapazes do Gato Fedorento, gosto muito de ver e às vezes, quando estou com o ego mais elevado, digo que eles se inspiraram em mim. Eles até me citam no genérico!
5 L: Se vivesse nos dias de hoje, que tipos escolheria para as suas peças?
G.V.: Oh! Hoje teria material para fazer centenas de farsas! Mas, sem dúvida que não podia deixar de falar de três áreas: a demagogia dos políticos, o ridículo do jet set e a corrupção do futebol. Ainda vou pensar nisso…
5 L: Sabe que deram o seu nome a um clube de Futebol. O que acha sobre isto?
G.V.: Gatunos! Ladrões! ‘Rais’ parta o sistema (entre dentes) Não merecíamos ter descido de divisão. Tendo em conta a importância do futebol no vosso tempo, acho que é uma bonita homenagem à minha pessoa. Mas, para ter efeito, era preciso que fosse certo ter eu nascido em Guimarães…
5 L: Uma última questão, prefere mexer o chá com colher ou com um pauzinho de canela?
G.V.: Bem, como sabe, em 1965 Arno Penzias e Robert Wilson, enquanto tentavam utilizar uma antena de comunicação gigante pertencente aos Bell Laboratories, foram confrontados com um barulho de fundo persistente e de origem difícil de detectar. Durante um ano, estes jovens astrónomos tentaram tudo para identificar e eliminar aquele ruído, testaram o sistema eléctrico todo, reconstruíram instrumentos, verificaram circuitos e subiram ao prato da antena para colocarem fita adesiva em cada junta e rebite e, com vassouras e escovas, limpavam aquilo a que deram o nome de “material dieléctrico branco”, mais vulgarmente conhecido por cocó de pássaro, mas nada deu resultado. Enquanto isso, a apenas 50 km de distância uma equipa de cientistas chefiada por Robert Dicke tentava encontrar justamente o ruído do qual os nossos dois amigos tão afanosa e dedicadamente se tentavam ver livres. Ligaram a Dicke na esperança de que lhes pudesse sugerir uma solução, ele percebeu logo do que se tratava. Pouco tempo depois o Astrophysical Journal publicou dois artigos: um de Penzias e Wilson a descrever a experiência por que passaram com o persistente ruído, e outro de Dicke a explicar a sua origem. Em 1978 Wilson e Penzias ganham o Prémio Nobel da Física por encontrarem algo que não procuravam e de que não tinham a mínima ideia do que era, ao contrário do pobre Dicke. É por estas e por outras que, como é óbvio, prefiro mexer o chá com um pauzinho de canela.
5 L: Mestre Gil, agradecemos a sua colaboração. Estamos a pensar em convidá-lo para uma nova entrevista para esclarecer de vez o mistério que envolve a sua vida…
   
Fontes:- Dicionário da Literatura, Jacinto Prado Coelho, Editora Figueirinha
- SARAIVA, António José, Teatro de Gil Vicente, Portugália Editora
- Breve História da Literatura Portuguesa, Texto Editora, Lisboa, 1999
- Acedido em 13, Fevereiro, 2007 http://pwp.netcabo.pt/0511134301/vicente.htm

sinto-me: curioso...

publicado por Queiriga às 21:49
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